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Eu sou sol de primavera Sou haste dum casto lirío Sou flor bela Sou fio de ouro em mil divinos raios luminosos. Sou a fada de Vênus... Aquela que passa e te leva a alma e o sentindo Sou doce brisa... perfume...Leve... De amor...sou gota suave Sou borboleta cor-de- rosa sobre a neve estendida Sou a princesa dos meus contos.... Sou flor-de-lis luisa a poetisa. Sou anjo criança mãos de jasmim Sou a fada de Vênus.... deusa das flores Tenho todos os meus amores cativos num meu jardim Pois as asas de Eros nasceram para abraçar a mim...! Poema Luisa Drummond

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

o dançarino de evora


O dançarino de Évora




A chuva cessou. Como uma lágrima de prazer, o orvalho derrama-se sobre o tímido desabrochar das flores.
Oh! Vila Viçosa suas Chuvas são como gotas das rosas dos amores derramando-se Nas noites dos meus sonhos,em ti vejo campos belos e floridos onde ate os pássaros cantam mais divinamente absorvendo o doce o perfume das flores do Alentejo no amanhecer.
Cai na terra as ultima gotas de chuva O vento empurra as pesadas e negras nuvens para outras terras abençoar. Restam apenas as poças de água, reflectindo o céu num doce tom azul...As Libélulas das asas transparentes em seus voos leves pelo ar.
A luz solar risca no céu as sete cores de um colorido arco de íris... Debaixo destas cores as fadas dançam e cantavam em uma linguagem mágica do amor .
Quando surge ele o dançarino de Évora simplesmente belo quanto um raio de luz
Numa noite escura...
A sua doce aparição penetrou por todos os meus sentidos...eu amei com toda a força do meu coração...
Tão lindamente ele dança se vira e olha para mim, de seus lindos lábios ouço o murmúrio das mais belas palavras de amor. Que em toda a minha existência eu jamais ouvi...ele se aproxima... Sinto um arrepio percorrer o meu corpo.
Ele amorosamente toca-me na minha mão convida-me a entrar na dança e neste momento arranca de mim a minha alma... Me arrasta para dentro dele... Não mais me pertenço... Agora sou inteiramente do dançarino... Pois o coração dele é agora o meu abrigo.
Impregnada do cheiro dele em mim derramo uma lágrima perfumada com essências de jasmins. Ele vem seca a lágrima com um beijo e me faz rir semeai-me entre as rosas aprisiona-me em teus jardins mas faz sua cativa flor-de-lis.
O dançarino colhe uma flor só para depositá-la por trás de minha orelha coroa-me de amor... Chama-me de princesa... Sorri e diz que sou flor bela Mãe-Natureza
Envolveu-me nos braços dele é abraçou-me fortemente com as asas de Eros dominou os meus sentidos explorou o meu prazer. Me digas dançarino como eu poderia? Não amar-te
E no findar do dia Como uma leve brisa, ele se vai e junto a ele leva-me alma.
Não posso vê-lo mas posso senti-lo dentro de mim...
Abençoada sejas a chuva, que faz crescer a minha esperança em verdes pastos. Que ele há-de vir em um amanhã inesperado e inexplicável. Pensando nele eu adormeço
Passa-se o tempo não sei dizer se foram dias... Anos ou séculos pois a saudade me entorpeceu...
Numa nova manha vem um pássaro pousa em minha janela, despertando-me com um lindo canto no ar.
Levanto-me olho para o jardim e vejo o meu amado amor...
O belo dançarino de Évora em suas vestes místicas, ele dança com pés descalços em meio O perfume da grama que exala sensualidade em um ar húmido e purificador. Ele, dança para mim o tango sagrado do amor o seu corpo tens os movimentos sensuais e leves....
Meu coração bate forte...
Imensa alegria me invade, minha alma refloresce a Dança à música mais uma vez me envolve, uma chuva perfumada do céu começa a cair
Eu corro para ele... Ele me abraça O bailado é pausado por uma corrida repentina ao meio das árvores molhadas pelo orvalho gotejante em cantos melodiosos por risos e sorrisos. Mas junto a ele o dia passa tão rápido...
Quando vens o entardecer...mais uma vez o dançarino se vai... Deixando-me uma rosa do Tejo para enfeitar os meus cabelos e nesta rosa tas o sabor dum doce beijo..
Pensando nele mais uma vez eu adormeço... sonhando...sorrindo chorando amando-o regando a minha insistente espera
No entanto só os deuses sabem onde estas o dançarino de Évora.
texto luisa drumond
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008









1 comentário:

Anónimo disse...

simplesmente lindoooooooo